quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Elis Regina - Como nossos pais

                                http://www.youtube.com/watch?v=2qqN4cEpPCw


Essa musica tão linda cantada na voz de Elis Regina foi escrita por Belchior no tempo da ditadura, num tempo em que os jovens não tinham liberdade de expressão. E, fala de pessoas que estavam acomodadas com essa repressão.
Fala de esperança, por viver dias melhores e não se deixar abater pelo que passou.
Mas principalmente passa a mensagem de não se viver, ou se repetir os erros passados, “como nossos pais”.
A juventude atualmente precisa buscar na historia do nosso país momentos de lutas e conquistas que só foram possíveis porque os jovens da época arregaçaram as mangas e gritaram sua opinião, como visto no caso Collor, para que as futuras gerações tenham também do que se orgulhar quando voltarem ao passado para entender os dias de hoje.

Erika Marques

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Dia nacional da consciência negra

Em 20 de novembro, comemora-se o Dia Nacional da Consciência negra, em homenagem á morte de Zumbi dos palmares, essa data lembra a resistência do negro á escravidão de forma geral. O quilombo onde os escravos se refugiavam ficava na Serra da Barriga.
Os escravos faziam os trabalhos pesados que o homem branco não realizava, não tinham condições dignas de vida, eram maltratados, apanhavam, ficavam amarrados dia e noite em troncos, eram castigados, ficavam sem agua e sem comida, suas casas eram as senzalas, onde dormiam no chão de terra batida. Em 13 de maio de 1888 a Princesa Isabel assinou a Lei Aurea libertando os escravos.
Hoje as estatísticas sobre os brasileiros ainda espalham desigualdade entre a população de brancos e a de pretos e pardos. Por isso é tão importante conhecer um pouco sobre a história dos escravos.
A criação desta data pode ter sido também uma forma do governo para lembrar ao povo da escravidão no pais fazendo desta uma forma de inclusão no calendário nacional, respeitando a lembrança deste período tão sofrido pelos negros do nosso pais.



Referência bibliográfica:

Debora Batista


terça-feira, 22 de novembro de 2011

História em quadrinho

Com o tema: "Memórias da minha alfabetização", elaborei a seguinte HQ:


Atualmente compreendo a participação que a escola teve durante o processo da minha alfabetização, porém com meus 6 anos idade, pensava que aprendia tudo com minha mãe e não com a parceria "escola e família" que é fundamental para o desenvolvimento de uma criança.

Janaína Souza

Saiba um pouco mais sobre o cordel

A data foi criada em homenagem ao pioneiro LEANDRO GOMES DE BARROS,
nascido no dia 19 de novembro de 1865.


Embora o cordel tenha feito e ainda faça parte da vida de muitos brasileiros, especialmente do cotidiano nordestino, muitos autores famosos tenham seus versos publicados, sabemos que ainda há muito preconceito sobre esta forma de poesia popular, que tão bem traduz a cultura regional neste rincão do Brasil.

 No final do século XIX e início do século XX, o cordel fazia parte da vida do nordestino que vivia no campo e que através do cordel ganhava forças para sonhar e traziam através dos versos a sua realidade cotidiana.

Portanto, se engana quem pensa que a literatura de cordel tenha suas raízes fincadas somente no nordeste brasileiro, o cordel ganhou o mundo com seus versos, suas rimas, métricas e todas as técnicas possíveis e imagináveis utilizadas por todos os poetas e estilos de época mais diversos, chegando aos lugares mais distantes. Em Portugal, a expressão cordel é cordéis, assim são conhecidos e nomeados os livros impressos em papeis baratos, vendidos a baixos preços; a literatura de cordel de Portugal abarca a história, peças,  novelas e romances, e tem como autores a camada média da população como: advogados, professores, militares, médicos e funcionários públicos, entre outros.

Um dos grandes episódios dentro da literatura de cordel foi o grande debate que se deu entre Francisco Romano e Inácio da Catingueira que foi registrado em folheto: estavam ali duas lendas do cordel: um era filho de escravo e analfabeto e o outro era abastado e conhecedor das letras, deixando claro que o cordel é uma cultura que não distingue classe ou grau de conhecimento científico, etnia, gênero (embora seja rara a participação de mulheres) e que, em diálogo com as mais variadas formas de cultua, enriquece sobremaneira o conhecimento humano.

Uma cultura tão rica como a nossa literatura de cordel não pode ficar parada debaixo de um preconceito; só se combate o preconceito através do conhecimento. A melhor maneira de corrigir esse equívoco é através do espaço aberto para o debate dentro das salas de aulas, levando assim o conhecimento para nossos alunos, aproximando aquele que busca conhecer de todos os modos do fazer cultural disponível.

Que a literatura de cordel desperte dentro das nossas escolas, e que o conhecimento vença o preconceito que o brasileiro tem e que o faz nega as suas raízes e o faz perder a sua identidade como nação: hoje é um dia significativo na história do cordel.


Referência bibliográfica: Literatura de Cordel: história, formas e temas.
Imagem: http://www.luizberto.com/wp-content/DIA-DO-CORDELISTA.bmp

ELAINE PEREIRA

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

OS PRIMITIVOS DO FUTURO




Gravada originalmente em Canto de Esperança (1983), disco de estreia do cantor e compositor picoense (PI), Odorico Carvalho, Homem Boi Berro tem como letra o poema homônimo do poeta Francisco Miguel De Moura e trata das relações sócio-políticas no âmbito do trabalho e jogo de poder, que ocorrem em todas as sociedades humanas e em todos os tempos, a partir da realidade do semiárido piauiense.


HOMEM-BOI

Boi manso, boi de carga, boi de arado, o que guia os outros ao matadouro.
Mansão: Que sina, arre! Fustigado, urra! E resiste, irra!

Pobre diabo.

O BERRO

A indústria da seca, a fome, a manipulação, as reses do rebanho.
“Do boi nada se perde. Só o berro”, dizem.
Aqui o berro é somado e provado: ecô,ecô, mansão!
Se emperra, empurra, espora, chicoteia.

Pobre diabo.

O HOMEM DE FERRO

O homem-homem, com o suposto poder de opressor e também oprimido:
Outro status de rebanho.

Pobre diabo.

DEUSES DE BARRO

A indústria de fé, do destino, da sina:
“É assim e não pode mudar, pois deus assim o quer.”
Um deus ou muitos deuses criados pelos donos do mundo do diabo.

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EVOLUÇÕES


A NATUREZA

Foi a criação perfeita
na celebração de suas leis imutáveis,
por mecanismos inefandos,
até chegarem estes monstros,
revolvendo a terra à procura de supérfluos,
derrubando florestas
em busca da árvore que dava dinheiro
e lançando os alicerces
da sua própria ruína.

O HOMEM

Lobo astuto que tem fome de tudo
para satisfazer seus instintos absurdos.

A ESCRAVIDÃO

Numa sociedade de consumo.

A FOME

A globalização do meu quintal.

HÁ MUROS QUE NÃO CAEM

Foi o que nos dividiu
E nos fez pensar assim:
Em raças, castas, crenças.



Paulo Sérgio e José Filho

ECCE HOMO



Na década de 90 havia um desenho animado entitulado HAN, no qual o personagem homônimo, um tipo ariano esbelto e filosófico, vagava por uma terra repleta de dinossauros e vulcões procurando o “fim do mundo”, que seria, tão-somente, o lugar onde o sol se punha; nesta insólita jornada, observava a natureza e todas as suas relações, em especial, uma espécie bípede e de espinha ereta à qual se referia como: “a raça dos que caminham de pé”, tentando entender seus paradigmas e paradoxos.

ECCE HOMO:

Para Han, ereto;
Para Eddie Veder, mamífero que veste calças e faz planos;
Para Aristóteles, animal social;
Para Rousseau, bom selvagem;
Para Locke e Hobbes, selvagem;
Para nós, uma espécie bizarra (bela e terrível) de uma animalidade requintadíssima.

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Homo-Erectus - Animal Social

Homo-erectus
Animal social
Verme revolucionário
Bárbaro sanguinário
Monstro solitário
Primeiro mandatário.

Homo-erectus
Animal social
Precursor da ira
Manipulador da mentira
Artífice da mira
O primeiro que atira.

Homo-erectus
Animal social
Zoon politikon
Zoon babilon
Zoon satiricon
Zoon ponto com.

Homo-erectus
Animal social
Canibalismo doméstico
Satanismo profético
Cristianismo patético
Charlatanismo poético.

Homo-erectus - zoon non sapiens.

Poema de JOSE FILHO DE SOUSA, DISPONÍVEL EM:



Paulo Sergio e José Filho

MÍDIA - A MAIOR ARMA DE GUERRA JÁ VISTA



Comercial de rádio e TV veiculado no ano de 2008, tendo como trilha sonora a música Bitter Sweet Symphony, da banda de rock britânica The Verve, que fala contra o consumismo e a exploração, carros-chefe do capitalismo neo-liberal.


Trecho:

“Você se tornará escravo do dinheiro
Eele te destruirá.”

Será que a agência publicitária ou o próprio banco desconheciam o teor da letra?
Ou teriam eles fé inabalável no poder hipnotizador da mídia, no qual não importa o que se diga ou o que se mostra, tudo se vende de qualquer forma?
Ou ainda, a consciência de que: quem compra o que não precisa, compra qualquer coisa?


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Sob Controle Remoto

Dizem que a arte imita a vida
e que, talvez,
a vida imite a arte.
Certo é que
a televisão fascina imbecís
e os imbecís
imitam a televisão.

Homens comuns amam a mediocridade.
amam a hipocrisia.
amam a televisão.
amam a mentira.

Agora, veja os nossos comerciais!
veja os nossos filmes!
vá dormir!
Boa noite!