domingo, 20 de novembro de 2011

História em quadrinhos: "A evolução"





A HQ traz aspectos muito ligados a EJA (Educação de Jovens e adultos), pois trazem consigo já uma visão de mundo construído e através dela e da instrução do professor passa a aprimorar e construir mais conhecimento. Além disso, alfabetizar um adulto é incluí-lo na sociedade, dando-lhe o que lhe é de direito como cidadão.

Erika Marques e Janaína Souza

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Memórias: Bairro Jardim Calux - SBC

Em média de 20 anos atrás os moradores do bairro Jardim Calux, em São Bernardo do Campo viviam de forma desastrosa, não havia asfalto, esgoto encanado, etc. Além de ser um lugar de muita violência. Simplesmente falar talvez não seja o suficiente, por isso trago abaixo algumas fotografias que mostram como era e como está atualmente, percebe-se claramente uma mudança significativa para a vida deste povo. Escuta-se relatos: “Hoje vivemos no paraíso! Temos as lembranças para contar e as fotografias para mostrar aos nossos filhos como era aqui.”


Rua Janete Clair

Rua Jorge Amado (próxima a passarela - DER)
Rua Manoel Bandeira (Antes um córrego,
que recebia o esgoto da metade do bairro)

Praça Vicente Antônio de Almeida

Praça Vicente Antônio de Almeida

Sede da Associação de Moradores

Derrubando os barracos na rua Carlos Drummond
de Andrade e ela atualmente
Quadra atualmente
(Praça Vicente Antônio de Almeida)
e uma parte do bairro.


Percebemos que com o passar dos anos, houve inclusão dos moradores deste bairro, os mesmos passaram a ter esgoto encanado, aos poucos conseguiram construir suas casas de alvenaria, as ruas foram asfaltadas e mais, há espaço de lazer, as crianças podem brincar em praças e parques tranquilamente.
Relembrar ou até mesmo conhecer como fora este bairro nos faz refletir sobre nosso hoje, valorizar aquilo que temos e melhor, contribuir para que melhore ainda mais. 


Fotografias cedidas pela Associação de Moradores Jd. Calux

Janaína Souza

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Por quê usar histórias em quadrinhos em sala de aula?


As HQ (historias em quadrinhos) têm conquistado um grande espaço dentro da escola, usados como um instrumento de ensino podem ser importantes ferramentas pedagógicas para estimular a leitura e trabalhar em sala de aula.
Os quadrinhos também podem ser utilizados de forma interdisciplinar com português, artes, historias, enfim pode servir para tudo. Os alunos podem trabalhar em duplas, aqueles que não sabem desenhar podem escrever a narrativa e o outro desenha.
 Nos quadrinhos tudo pode ser resolvido em poucos traços, contando que esses traços consigam representar os elementos da narrativa que possa ajudar a promover a prática da leitura e além disso, ser um importante instrumento  no processo da alfabetização.
O professor pode ajudar o aluno a estruturar a historia e os personagens, desenvolver diferentes desenhos, com criação de argumentos e roteiros de historias, e pode pedir que os alunos criem suas próprias histórias em quadrinhos.
Aprender com quadrinhos tem haver com a prática de desenho e observação, mostrar para o aluno que a narrativa tem que ser de fácil assimilação e compreensão, e com isso o aluno poderá se interessar em associar a fala do personagem, conhecendo cada vez mais as características dele e se identificando com a história. Essa relação de fala e escrita é importante no processo de alfabetização.
Utilizando HQs de linguagem simples e de fácil compreensão é possível chamar a atenção dos alunos, que em geral não oferecem resistência a seu uso, uma vez que são relacionados a uma forma de entretenimento e lazer. Os quadrinhos quando são produzidos em sala de aula, como recurso para complementar o ensino de determinado conteúdo fazem do aprendizado significativo, ou seja, os alunos levarão essa experiência por toda a vida.
Pode se esperar que uma criança que tenha vivido uma alfabetização de forma espontânea e divertida, esteja mais motivada a explorar os conteúdos adquiridos do que outras atividades que lhe tenham sido impostas de maneira desagradável. As HQs podem estimular o prazer pela leitura.
Esta é uma ótima estratégia para o professor que deseja diversificar a sua aula, nada mais gratificante para um educador do que poder ver em seus alunos o fruto de seu trabalho, de poder olhar para cada rostinho e perceber nele a alegria de aprender a ler e escrever, e ter a certeza de que esse aprendizado acontece com prazer. 

Imagem disponível em:
http://3.bp.blogspot.com/_8zGKBpmRQNA/
TGkwUe8yi5I/AAAAAAAAAGk/mv1jSoyny_I/s1600/hq.jpg



Debora Santos

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

BULLYING E VENTRILOQUISMO


De tempos em tempos sopra um vento de ruína sobre a humanidade ou a humanidade fabrica seus próprios temores?
Entendo-se a estrutura educacional composta de um lado por: professor, escola, diretoria, conselhos, secretarias municipais e estaduais, ministério da educação etc. e de outro, o aluno, a família, sociedade, etc. como dois mundos que, ao se desenvolverem se complementam, se entrecruzam, podemos inferir que, exceto professor e aluno, todas as instituições envolvidas no processo educativo são relapsas no cumprimento deste papel. Professores e alunos, desprovidos do apoio que esta ampla rede lhe prestaria, são colocados num campo de conflito onde enxergam apenas um ao outro, identificando-se como inimigos e combatendo-se, num jogo perverso de manipulações.
Na micro-sutileza da alienação, não são professores contra alunos, no plural; o sistema individualiza, divide para enfraquecer: é professor versus aluno, negro contra branco, jovem contra velho, homem contra mulher contra homossexual, contra o outro...
Na visão de Eddie Veder, autor da música Jeremy, o seu infante personagem, não suportando o peso da opressão contra o “diferente”, ao contrário de Wellington Menezes em realengo, dos atiradores de Columbine e do garoto de dez anos em são Caetano do sul, recentemente,  tem revólver, mas não atira nos outros, apenas fala, desabafa no local em que se reune o maior número daqueles que o excluem: a sala de aula; suas palavras ferem indiscriminadamente, em desespero, denunciando a doença e a falência das sociedades.



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REDESCOBERTA DO FOGO 


Os sistemas educacionais faliram:
Tanto o pedagógico
Como o familiar.
Vivemos em sociedades
Sem ser sociedade;
Somos individualistas
Sem ter individualidade.
E, se levamos bilhões de anos
Para evoluir da forma vermicular
Até ao que pensamos ser hoje,
Não levaremos mais que
Algumas décadas
Para regredir às cavernas,
Mais brutos
E perigosamente armados.

JOSÉ FILHO

domingo, 6 de novembro de 2011

Haja EJA

No dia 05 de novembro (sábado), aconteceu o Haja EJA no município de São Bernardo do Campo, evento este que prestigia os trabalhos e atividades realizadas por alunos da Educação de Jovens e Adultos (EJA). 54 escolas trouxeram materias para exposição, nos mostraram inclusão, aspectos culturais, artes, etc. Além disso, o evento trouxe profissionais e alunos para atuar na área da saúde e beleza, fazendo teste de diabetes, medindo a pressão arterial, cortando os cabelos, fazendo sobrancelhas, etc. Isso para todos e todas que tivessem interesse.
Confira algumas fotografias do evento:









Fotografias e texto: Janaína Souza

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Pedagogia e Empresa, que casamento é esse?

Nos últimos tempos pedagogos têm deixado sua formação de professor/educador para usar a pedagogia no campo empresarial, mas o que faz um pedagogo em uma empresa?
O papel do pedagogo é o de facilitar a aprendizagem, criar formas e estratégias que garantam um conhecimento eficaz, conhecimento esse capaz de gerar mudanças tanto no âmbito comportamental, quanto no pessoal. Nas empresas isso nada mais é do que formar funcionários comprometidos com seu trabalho, e gestores mais prudentes, que valorizem esses funcionários.
O pedagogo empresarial vai juntar as técnicas adquiridas na graduação, às técnicas de outros profissionais, desenvolvendo projetos, coordenando equipes de diferentes formações, visando aprendizagens significativas, trazendo mudanças ao ambiente de trabalho definindo políticas permanentes de desenvolvimento.
Quanto mais o funcionário se sente valorizado em seu trabalho e recebe conhecimentos que aprimorem a sua função, mais produção ele fará, quanto mais à empresa investe na formação do funcionário mais produção e lucratividade terá, o que favorece os dois lados.
Henry Ford quando criou o processo de montagem de carros em serie a um baixo custo e em menor tempo, não estava pensando apenas em lucros, mas também em criar consumidores para seus produtos, apesar de criar uma linha de montagem repetitiva e consequentemente mais cansativa, diminuiu a carga horária e aumentou os salários, o que trouxe melhor qualidade de trabalho e garantiu mais consumidores para seus carros.
"Com sua filosofia de produção em massa, preços baixos, altos salários e organização eficiente do trabalho, Henry Ford apresentou ao mundo o maior exemplo de administração eficiente individual que a história conhece", definiu o professor Reinaldo O. da Silva, em seu livro Teorias da Administração.
Apesar de não ser um pedagogo, a teoria de Ford nos remete a entender a necessidade de bons pedagogos nas empresas, pessoas comprometidas com seu trabalho que de maneira humana irão interagir com empregadores e empregados, criando um casamento de qualidade entre patrão e empregado com um final sempre feliz, ou seja, um relacionamento onde todos se doam e todos saem lucrando.
Fonte: Disponível em:

Erika Marques

Espaço que transforma a EJA

Imagem disponível em:
http://2.bp.blogspot.com/_6OnhkjD8zIQ/S19dFBeY0rI/AAAAAAAAAzI/
pudJ42Bhj7A/s400/aluno+da+eja+em+2009.JPG (editada por Janaína Souza)

Espaços de educação não formal, são lugares que apesar de não terem a infra estrutura de uma escola, se preparam e abrem espaço para que a educação possa chegar a todos.
Normalmente as pessoas que abrem as portas para este tipo de formação são pessoas preocupadas com seu próximo e com suas condições de vida, que por si só procuram formas de atender a necessidade de sua comunidade.
Assim é Lucio Fernandes de Lima, pastor da Igreja do Evangelho Quadrangular em Vila São Pedro, professor de metal mecânica pelo SENAI (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial), há muitos anos tinha o projeto de abrir as portas da igreja para atender a necessidade de analfabetos da região, inclusive alguns membros da igreja. Pensando na importância do conhecimento para todos, pastor Lucio procurou a prefeitura de São Bernardo do campo para encontrar formas de transformar esse projeto em realidade.
Para alegria de todos obteve da prefeitura não só o apoio, mas também o patrocínio já que o salário da professora é pago por esta, alem de conseguir realizar outros projetos para serem oferecidos no local, como informática para a comunidade em geral.
Ao lançar o projeto para a comunidade alguns alunos já se inscreveram, mas faltava a professora, nessa busca com a ajuda da prefeitura encontrou a Professora Maria Aparecida que já havia lecionado na EJA (Educação de Jovens e adultos) e estava no momento sem aulas, ela logo aceitou o cargo começando na semana seguinte para alegria dos alunos inscritos, alguns analfabetos funcionais que já estudaram, mas que precisavam melhorar ou relembrar sobre escrita e leitura.
A professora nas aulas trata de assuntos diversos, do cotidiano dos alunos, o que facilita o aprendizado e faz com que este seja marcante, para não ser esquecido. Na aula em que visitei o espaço ela falava sobre a fabricação de sabão caseiro, usando listas de materiais na lousa, leitura dos ingredientes pelos alunos, e é claro mão na massa para preparar o sabão, que todos levariam para casa, receita de uma das alunas. Alem é claro de falar sobre sustentabilidade, já que no preparo um dos ingredientes é óleo de cozinha usado.
As concepções de Paulo Freire se fazem presente neste espaço desde a iniciativa deste pastor em levar conhecimento para pessoas da comunidade que não tiveram acesso em sua infância, até a formação educacional desta professora tão meiga, que trata seus alunos com respeito, e que faz com que no seu papel de educadora ainda sobre espaço, e tempo, para aprender com seus alunos. 
Vejam abaixo algumas fotografias:





 As aulas são ministradas de segunda a quinta-feira das 19h30min às 21h30min e o endereço é:
Rua Geronimo dos Santos, 34 Vila São Pedro – SBC – SP
Se tiver interesse entre em contato pelo e-mail: quadrangularvsp@yahoo.com.br
Conhece outro espaço de educação não formal próximo a sua casa?
Contate-nos no e-mail: meto2011.pedagogia@gmail.com.
Ficaremos satisfeitos em divulgar este trabalho.

Fotografias e texto: Erika Marques